Hoje é dia de poema

Hoje é dia de poema, Mas sem ti me falta tema; Falta graça e até problema, Falta letra, falta esquema Que ampare, que alivie Mais um dia sem poema.

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A morte é tão bonita

A morte é tão bonita: Não avisa que é vizinha, Nem que logo se aproxima; Deixa a vida infinita.

Se tu

Se tu me sonhas Eu te soo Se tu me adoras Eu me doo Se tu me asas Eu nos voo.

Há dias

Há dias dia-a-dia, há dias cada dia. Alguns dias são assim bem dias; Dias diários que passam, Que se passam diurnos em vão. Outros dias são giorni, journées, Jornadas em que se entra para nunca mais voltar; Para que nunca mais um dia seja apenas um dia, Mas um espaço, mais um passo, Diante da... Continuar Lendo →

A falta

A falta é buraco sem fundo em noz dura Em água corrente é força que fura Paredes, janelas e os mais altos muros Que forjam conforto em forma de lua Morada lá em cima fulgura aos olhos Teimosos que fogem do mesmo da rua, De faltas, buracos, asfaltos sem curva Que esfriam a fala, a... Continuar Lendo →

Atmung

Em um só átimo ousaste Roubar o meu ar, Furar-me os pulmões, Fechar-me as narinas, Em ato de puro egoísmo atmosférico. Atme, Mas não me ates, Não me ames, Não me ares, Assim eu artes.

Gestos

Não são linhas, Não são traços, Não são letras; São abraços.

Eclipse

Apressados passos Corriqueiros Na rua   Desprezam o que passa Passageiro Na lua

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