O outro é sempre um espelho

O outro é sempre um espelho Aonde se mirar – mirroir – me ruir; Ruminar, arruinar ou reinar. O outro é sempre uma espera Aonde se jogar – jouer - me julgar: Jejuar, disjuntar ou jubilar. O outro é sempre uma esperança, Aonde perdoar – pardon – por dom De domar – dommage – O... Continuar Lendo →

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O dia em que parei de paquerar apps

Faz um ano que larguei meu vício. Ainda me lembro bem: em um sonho, eu gritava desesperadamente “eu não aguento mais o Tinder!”. Assim que acordei, terminei com ele. Devo também confessar minha infidelidade: eu não estava paquerando apenas o Tinder, mas outros apps de relacionamento. Porque o Tinder não me dava suficiente atenção e... Continuar Lendo →

Schmetterlinge im Bauch

Borboletas, Bolhas, letras De poemas, Brotam brancas De botão que Ele, bobo, Na barriga Me apertou.

Hedonistas vs. Monges (Choques Culturais 4)  

O Brasil é o paraíso do prazer. E quem lá vive, via de regra, desfruta disso: bronzear-se ao sol, banhar-se em mar azul, passar a tarde inteira comendo um bom churrasco ou feijoada, tocar em uma roda de choro, sambar, rebolar, beijar na boca. Ou seja, o Brasil é o país do pecado, daqueles que... Continuar Lendo →

Imperatriz meretriz

Poetisa imperatriz, Mas lhe dizem: meretriz. Pelas ruas colhe as letras Pros poemas em sua cama, E lhe julgam de profana, Hedonista, moça infame. Se não gosta, não reclame; Não nasci pra ser sua atriz.

Mulher de coração

Quero escrever, quero falar, quero gritar sobre este tema, E esse é exatamente o problema: Ela não deve, ela não ousa, ela não sabe o quanto sofre Por não ser tudo o que pode. Ela é bela, ela é feia; ela é bruxa e é princesa. Ela é doce e é grosseira. É sorriso e... Continuar Lendo →

Permissão

Permito-me sentir Assim como permito Proibir-me de sentir.   Perdoo minha lágrima Pois em poesia perdoo Perdurar minha lágrima.   Penso estar só Assim como só me penso Perto de estar só.   Perco-me no que sou Pois em poesia perco Pedras do que fui.

Culpa  

Nossa culpa nasce já na barriga da mãe. Causamos dor, desconforto, enjoo, às vezes até raiva a quem nos concebeu, ocupando seu ventre como um corpo estranho durante nove meses. Impusemo-nos a ela, sem mesmo saber se queríamos. Nos casos mais felizes, ela e o pai também queriam, muito; tanto que aquelas sensações desagradáveis pouco... Continuar Lendo →

Ilustre ilusão

Ilustre ilusão Que me rumina Que me faz monstro   Ilustre ilusão Que é uma mina Que me faz mestre   Ilustre ilusão Que me ilumina Que me faz lustre   Ilustre ilusão Tanto me nina Que é iluminação

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